sexta-feira, 15 de abril de 2011

Hei niños. Na próxima semana os lindos e fofos Bacalhaus com e/ou sem natas não se encontrarão disponíveis para postar sendo que agora, sabendo isto, podes então ir para tua cama chorar não só baba, como também ranho. Obrigado.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Vamos lá, atiramos-lhe pedras à janela, e fazemos-lhe uma serenata. A mãe dele há-de ir à janela e deitar por terra o mito de que ele mora sozinho! Se não for, é porque não existe.

«Vou à janela, logo existo.»

quarta-feira, 30 de março de 2011

Vendemos poesia para fora.

Foi então que fomos contactadas para responder ao seguinte poema que foi enviado para uma ente querida nossa:

Era meia noite
vi uma estrela brilhar,
fez-me lembrar os teus olhos
quando me estavas a beijar.


Uma noite vi no céu
uma estrela cadente
essa estrela me mostrou
que eu te amava eternamente


Eu não quero mais sofrer
nem mais uma vez chorar
ou só quero os teus lábios quentes
e carinhosos que tens para me beijar


Um rapaz tão apaixonado não se deixa sem resposta pelo que achámos por bem ajudá-la nesta encruzilhada em que se encontrava escrevendo uma poesia digna de resposta a tão belo poema de amor.
A nossa resposta foi a seguinte poesia:


João fazes sorrir meu coração
mas eu não vi estrela não
o que eu vi foi um foguetão.
Seria um ovni? Um E.T?
Não.. Era a minha D.T


De andares atrás de mim já estás farto
já tens o coraçon espinado
Come uma lata de leite condensado
Não deixes caír na patilha
Tu tem cuidado
Se fores atacado por uma matilha
Fecha a barguilha.

quinta-feira, 24 de março de 2011

eu há

QUEM É QUE A MULHER DO ANÚNCIO DO CONTINENTE PENSA QUE É PARA ANDAR A DIZER NA TV: "EU HÁ COISAS"?
Merecia era que as coisas andassem a gritar aos sete ventos: "Eu há mulheres do continente"

terça-feira, 22 de março de 2011


Hoje ponho tudo em causa.
Vida? O que é isso?
Morte? Será mesmo o final de tudo e todos?
Ovos? Fazem bem à saúde ou não?

Há dias assim, sinto que as respostas estão longe, já esgotei a ajuda dos 50/50 e o meu primo Emídio não atendeu o telefone, não confio no público... Isso é que era bom! Sabem todos tanto como eu, afinal de contas andamos cá todos à procura do mesmo apesar de andarmos por caminhos diferentes, por vezes cruzados, por vezes paralelos...

Cuspo na cara de quem pensa que sabe tudo!

quinta-feira, 17 de março de 2011

Descartes v.s David Hume

- Dá aí o tom à cerca do gajo que questionava a existência das coisas quando fechamos os olhos.
(15min depois de muita conversa)
- Obe lá ANDA POSTAR SOBRE PISTACHO (acho que não é assim que se escreve)
- Passaste de querer postar sobre um filósofo importantíssimo para uma posta sobre pistacho.

Segundo David Hume "Suponha que perante si está uma caneta (...) Imagine que fecha os olhos e deixa de pegar na caneta. Tem agora, segundo Hume, a ideia da caneta. Será essa ideia suficiente para confirmar que a caneta continua a existir?" David diz que não.
SERÁ QUE DAVID HUME CURTIA PISTACHOS? Será que quando os comia não pestanejava com medo que desaparecessem? Será que dormimos no limbo e não na nossa cama/quarto? (menos as pessoas que dormem de olhos abertos.)
Não sei, mas quando a stora me perguntar se fiz os tpc's vou dizer que não. Não a vi durante dias, fiquei na duvida da sua existência.
Já Descartes, o espertalhão do "eu penso, logo existo", dizia que à mínima incerteza sobre algum conhecimento, era porque este estava errado e teria de submetê-lo à dúvida.
Quando a professora me perguntar porque deixei o teste em branco vou dizer que tive pequenas dúvidas em cada questão e que como não tive tempo de levar o conhecimento à derradeira prova, deixei mucho por fazer. Ou quando ela nos perguntar se nos autorizou a rir eu fecho os olhos e se ela ralhar digo que ela deixou de existir logo não tenho culpa de não ouvir/obedecer a malta inexistente. Não estou para aturar malta que nem sequer existe.

E quando fecho os olhos, é quando entro na falácia do falso dilema: Não existo nem eu nem o mundo, no entanto se penso, logo existo.

quarta-feira, 16 de março de 2011

durmam bem

É estúpido dizer "Dorme bem."
Quer dizer, é como estar a dar uma ordem ou a querer corrigir alguém por estar a dormir incorrectamente.
De certo que pode ser só um "Boa sorte com essa dormidela", mas se fosse esse o caso, diriamos, e corrijam-me se o meu pensamento estiver enganado, "Boa sorte com essa dormidela!"
Olhem, sorte é o que temos por não nos irem lá acordar e dizer "Olha meu amigo, não é assim que se dorme, DORME BEM, pá."
É que eu qualquer dia passo-me e digo-lhes: 

DORME TU, NÃO MANDAS EM MIM!

domingo, 6 de março de 2011

vai pela sombra

Achas que a tua sombra não passa disso mesmo? Uma sombra? Desengana-te.
Já alguma vez saíste para a rua sem a tua sombra? Não sabes. Pouco te importas. Andas por aí descançado, deixando que a pisem. Secalhar a tua sombra também não se importa contigo.
O mundo das sombras não deve andar em crise. Não há racismo, são todas iguais. Não têm de se preocupar com o que vestem e/ou usam.
A partir de hoje vou tratar melhor a minha sombra, preocupar-me com ela, oferecer-lhe a sombra de uma flor, umas sombras para os olhos.
Tenho pena de ter obrigar a minha sombra a conviver com a sombra dos meus amigos todos os dias. Cá para mim ela nem gosta das sombras deles e são arqui-inimigos mas coitada, não tem escolha. Ainda por cima tem de ir aos mesmos sítios que eu. Às vezes acho que devia soltá-la, deixá-la ir brincar com a sombra dos amigos dela, há anos que me persegue. Na verdade sempre a invejei.. Quando se põe com aqueles cabelos ao vento. Aposto que ela tem um cabelo volumoso e o lava com a sombra do nosso Garnier. Aposto que ela é popular lá no mundo das sombras. Aposto que quando pego no telemóvel para ver que recebi uma mensagem da vodafone, ela está a receber uma mensagem da sombra de um rapaz lindo de morrer.
Mas deve ser mau viver na sombra de alguém.
Deve doer ser pisado por tudo quando não é sombra.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Dedico este título aos leitores assíduos

Faz sentido dedicar uma musica cheia de mariquísses ao namorado, faz sentido dedicar musicas como "Mãe querida mãe querida" à minha mãe, agora dedicar musicas que falam em pessegueiros da ilha à minha avó como já vi muito boa gente fazer, tenham dó!
É como dedicar fotos a alguém, seria como eu agora decidir dedicar a musica "Sex bomb" à minha professora de geografia, não liga, não faz sentido. Fotos inclusivamente que não têm nada a ver com a pessoa a quem são dedicadas. Imaginemos que coloco uma foto no meu Facebook, na qual me encontro sentada na sanita, e a dedico a uma amiga. Dito assim parece que estou insinuar que ela tem cara de cocó, no entanto coloco na descrição "Esta foto é para ti Deolinda, LOVE YOU@@@@@" Na realidade a foto não é tua, é minha, e não vais poder agarrar nela e andar por aí a exibi-la como se fosse tua propriedade, porque nem sequer apareces nela.
Por estas e por outras, no outro dia dediquei uma garfada de arroz de ervilhas ao meu irmão, e ele mais tarde dedicou-me uma escarreta. Gostei, foi um gesto bonito.
Gostaria de dedicar então, esta magnífica posta à nossa fã número 1, cujo nome não vai ser revelado para não ferir susceptibilidades, é tua Mariana.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

literatura de bancos de comboios

"When you try, but you're not succeed;
When you get what you want, but not what you need;
When you feel so tired, but you can't sleep;
Could it get worst?"

É com alegria que saúdo desde já o ser humano magnifico que redigiu esta obra no banco no qual me sentei hoje esperando pelo comboio.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Dor de Dromedário

Quando tenho dores nas pernas chamo-lhes dores nas pernas. Quando tenho dores nos braços chamo-lhes dores nos braços. PORQUE RAIO É QUE O FLANCO SE ACHA MAIS DO QUE OS OUTROS?!? "Olhem para mim com dor de BURRO!"
Agora sempre que tiver dor de cabeça será dor de dromedário para tirar as manias áquele menino. E tenho dito.

Errata

A posta cujo protagonista se intitula de José, é uma nódoa na camisa que é este blog.
Cumprimentos.

Shall we go?

Tenho um quarto de hora, tenho de me despachar, tenho de ir. Vens comigo?

A ti

Querido rolo de papel higiénico:
Tantas vezes me safaste de boa. Tantas vezes aquando uma bruta feijoada tive necessidade de praticar uma higiene ou outra e lá estavas tu olhando de esguelha como quem: "Lá vou eu outra vez perder uns membros folhas da família para zelar por ti". Tantas vezes escasseaste e eu chorei agarrada ao piáça(ba) chamando por ti (e pela minha mãe).
Oh rolo, rolinho, rolão quantas vezes corri mundo à procura de uma promoção. "Mas tu não ficaste nem meia hora, não fizeste um esforço para ficar e foste-te embora". Quantas vezes combinámos no sitio do costume e tu não estavas lá, na prateleira em frente à secção de enchidos. E eu vagueava em busca do teu olhar, atravessando corredor a corredor perguntando por ti. Chegava a casa e desanimada não me permitia evacuar -te dos meus pensamentos. Quantas vezes cumpriste funções extra-curriculares quando me encontrava órfã de guardanapos. Foste pai e mãe, rolo de cozinha e pano da loiça. Quantas noites me entupiste a sanita a alma e me inundaste a casa de banho os pensamentos. Mas quero que saibas que tu, rolo e toda a tua família, terão sempre um lugar especial no meu armário da casa de banho coração.

queres?

O que tu queres sei eu.
Queres e não podes ou podes e não queres. Podes mas não sabes se queres, queres mas não sabes se podes. E nem sabes se podes querer, nem sabes se sabes se queres. 
Ora, não sabendo se podes, foge do poder e vai atrás do querer. Prende-o a uma cadeira para depois pedires um resgate por ele. Atira-te ao mar, e diz que te empurraram. Se rasgares uns tendões nos rochedos depois processas quem te empurrou como forma de agradecimento por poderes faltar às aulas para teres o poder de esbarrares com os teus quereres e assim andares com eles de mão dada de nenúfar em nenúfar. "Boa sorte" já dizia a minha avó, e os professores no fim do enunciado de cada teste. Boa sorte. E se o teu medo te ligar, ou a tua tia Odete, não atendas, nenhum deles! *DANGER*. Porque eles podem querer que tu não queiras alegando que não podes. TU ÉS MAS'É UM VALENTE IDIOTA QUE CÁ VEM LER ISTO, meu amigo. Mas quem quer ler isto sabe. E tu é que sabes. 
Porque o que eu quero sabes tu!

sábado, 19 de fevereiro de 2011

João nunca gostou que lhe chamassem Johnny. Nunca foi de alcunhas e diminutivos, apenas serviam para encurtar aquilo que por si só já era curto. Apesar da sua curta história, João já tinha uma longa história vivida - nasceu num bairro social e cedo conheceu os becos escuros.


Foi num destes momentos mais negros de uma auto-estrada mal iluminada chamada Vida que João conheceu Emília, a pequena figura angelical que o fitava do habitáculo de um Peugeot 206 semi-novo. Síndrome de Estocolmo, dizem uns, ou até paixão improvável, afirmam outros. A verdade é que desde então se tornaram inseparáveis.


Um dia, Emília esqueceu-se da sua verdadeira função, e João não jantou. Foi o suficiente para ficar a saber que o lago que tinham em casa servia de albergue para cadáveres.